Concerto da banda Mudhoney, Washington, 1991 (Charles Peterson)
Frank Zappa, Nova York, 1967 (Jerry Schatzberb)
Johnny Cash (Jim Marshall)
Little Richard, São Francisco, 1969 (Baron Wolman)
Pavement, Reading (Inglaterra), 1995 (Danny Clinch)
The Ramones, Nova York, 1976 (Roberta Bayley)
REM, Athens, Georgia, 1984 (Laura Levine)
The Clash (Pennie Smith)
Artigo de Claire O’Neill na NPR (National Public Radio)
Johnny Cash mostra o dedo do meio para a câmera. John Lennon usa uma camiseta estampando “New York City” no terraço de um prédio. Kurt Cobain puxa o cabelo e chora atrás do palco. Na capa do disco “London Calling”, Paul Simonon, da banda The Clash, levanta seu contrabaixo no palco para quebrá-lo.
Estas são imagens icônicas que criaram a nossa visão do rock. Nós conhecemos os roqueiros, mas quem fez as fotos?
Jim Marshall, Bob Gruen, Ian Tilton e Pennie Smith são os seus nomes, respectivamente. Eles são quatro dos mais de cem fotógrafos mostrados em um novo livro: “Quem fotografou o Rock & Roll: Uma história fotográfica, de 1955 até hoje” (Who Shot Rock & Roll: A Photographic History, 1955 to the Present). De um rebolativo Elvis em 1955 direto para o cabelão da Amy Winehouse – do início do pop rock à Invasão Britânica, do punk ao New Wave – o livro cobre não só alguns dos momentos mais icônicos, como também as histórias por trás deles.
O gênero musical evoluiu dramaticamente desde Elvis, assim como o gênero fotográfico. No começo, existiam muito poucos fotógrafos de rock. E os poucos que existiam, não tinham nenhum problema em ir aos shows e fotografar toda a performance dos artistas. Hoje, um fotógrafo tem sorte se conseguir uma credencial para um show e mais sorte ainda se puder fotografar mais de uma música. Ian Tilton explica por e-mail:
“Quando eu fotografava as grandes turnês nos anos 80 e no início dos 90, nós podíamos fotografar o show inteiro. Aí, no meio dos anos 90, alguém disse: ‘Você só pode fazer as três primeiras músicas.’ Agora, as três primeiras músicas não representam nada – a banda ainda está entrando no clima do show; eles ainda nem estão suados! E é isso que a fotografia do grande rock and roll ao vivo precisa: atmosfera, suor e a banda ‘se perdendo na música’. Isso nunca vai acontecer no início do show. É sempre quase no final! Você acha que eu ia conseguir fazer essas fotos clássicas do Kurt Cobain quebrando a guitarra nas três primeiras músicas?”
Escrito pelo historiador fotográfico Gail Buckland, o livro é um dos primeiros a contar a história do rock ‘n’ roll com ênfase naqueles que construíram a sua imagem. O que seria o rock sem aquela foto da capa de “Freewellin’ Bob Dylan” ou aquela do Elton John “plantando bananeira” sobre o piano? A fotografia não criou o rock, mas certamente ajudou a criar a nossa visão dele.
As fotos do livro serão expostas no Brooklin Museum, em Nova York, de 30 de outubro a 31 de janeiro.
VIA: dafoto

Faltou a foto dos Beatles atravessando a rua (Abbey Road eu acho)
http://www.carvelho.com.br/loja/images/15054%20-%2029×41.jpg